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Fertilização In Vitro

FIV é a abreviatura de Fertilização in vitro, também chamado de bebê de proveta. Consiste em promover o encontro dos espermatozoides do homem com os óvulos da mulher, no laboratório, com o intuito de gerar embriões.


Os embriões são colocados no útero após 3 a 5 dias de incubação, na esperança de que se desenvolvam e se transformem em um bebê. A FIV é uma opção para muitos casais que não conseguem engravidar através de terapias convencionais. As indicações para realização de FIV incluem a produção deficiente de espermatozoides, obstruções no aparelho genital feminino que impeçam a união de espermatozoides e óvulos e problemas na interação entre ambos. 

Existem condições específicas que exigem a FIV como laqueaduras tubárias, vasectomia, endometriose, aderências pélvicas, fatores masculinos e infertilidade de causa desconhecida. Também se pode optar pela fertilização “in vitro” quando se deseja a realização de testes genéticos com o embrião, chamado de PGD ou diagnóstico genético pré-implantacional. 

Como é feito um ciclo de Fertilização “in vitro”?

Com o objetivo de se obter melhores resultados, os ovários são estimulados a produzir múltiplos folículos (estruturas que contém os óvulos), utilizando-se uma combinação de hormônios cujas dosagens são individualizadas.


O tratamento é constituído de duas fases.

A primeira fase é chamada de bloqueio hipofisário e a segunda de estimulação.
A fase de bloqueio consiste na utilização de medicamentos que interrompem o funcionamento da glândula hipófise, que é uma estrutura localizada na base do cérebro cuja função é produzir substâncias que regulam as mais diversas funções no organismo humano. Nesta fase evita-se que o ovário seja estimulado a ovular, o que levaria a produção de apenas um folículo por ciclo, o que inviabilizaria o tratamento.

Na fase de estimulação são utilizados medicamentos durante um período de 10 a 12 dias, para estimular o ovário a produzir vários folículos. O ideal é que cada ovário produza de 5 a 10 folículos obtendo-se, no total, de 10 a 20 folículos no final do estímulo. A dose dos medicamentos utilizados, chamados de gonadotrofinas, varia muito, dependendo basicamente da idade da paciente e do motivo do tratamento. O crescimento dos folículos ovarianos e desenvolvimento do endométrio (membrana que reveste o útero) são monitorados através de exames ultrassonográficos seriados.

Quando os folículos são considerados maduros e o endométrio desenvolvido, é administrada na paciente uma injeção de HCG (gonadotrofina coriônica humana) ou LH (hormônio luteinizante), que é um hormônio que promove a maturação final dos folículos. Após 36 horas da injeção é realizada uma punção para coleta dos óvulos, com a paciente sob uma leve anestesia.


Como é feita a coleta dos óvulos?


Para a realização da fertilização in vitro, os óvulos são coletados com a paciente anestesiada.


Trata-se de uma medicação de curta duração, que promove um sono rápido, permitindo que o procedimento seja feito de forma totalmente indolor. Os folículos são puncionados e os óvulos obtidos são levados ao laboratório. Geralmente a paciente está totalmente recuperada após um período de 2 a 3 horas. Os óvulos, já no laboratório, são inseminados com os espermatozoides e após 24 horas são avaliados procurando-se sinais de fertilização. Após 48 horas já se pode saber quantos óvulos foram fertilizados e iniciaram o processo de desenvolvimento embrionário.


Após a punção ovariana a paciente inicia o uso de óvulos ou cremes vaginais contendo um hormônio chamado de progesterona, cuja finalidade é inicialmente preparar o endométrio e o útero para receber o embrião e manter a gravidez.


Como é feito a transferência embrionária?


A transferência dos embriões é um procedimento indolor e rápido.


É realizada após um período mínimo de 48 horas a contar do momento da punção dos ovários. Para este procedimento é introduzido um tubo muito fino pelo canal do colo uterino e injetado uma pequena gota de meio de cultura contendo os embriões. 
Esta técnica é indolor e muito simples, não necessitando de sedação ou anestesia. Após 15 dias realização o teste de gravidez.

Quais as chances de sucesso da Fertilização “in vitro”?
As taxas de sucesso do tratamento variam na dependência de diversos fatores que vão desde a idade da paciente ou do casal até o motivo que levou ao tratamento. Na verdade a chance de sucesso da FIV é extremamente individual. Alguns fatores condicionantes podem ser enumerados como:
1. A idade da mulher
2. A qualidade do sêmen
3. O número de embriões fertilizados
4. O número de embriões transferidos
5. A fase de desenvolvimento do embrião no momento da transferência

Estatisticamente as taxas de sucesso variam entre 35 a 60%.
Quais as complicações da Fertilização “in vitro”?
A FIV é um tratamento extremamente seguro.


A FIV é um tratamento extremamente seguro. Raramente ocorre algum tipo de complicação séria com as pacientes. É importante lembrar que todo o tratamento é realizado sob constante observação médica e com monitorização intensiva. Mas, algumas pacientes podem apresentar alguns problemas como:
1. Calores e fogachos podem ocorrer devido ao bloqueio da hipófise.
2. Há um risco remoto de sangramentos internos durante a punção dos ovários.
3. Qualquer tendência a infecção pode ser prevenida com a administração de antibióticos no momento da punção ovariana.
4. Embora os embriões sejam cuidadosamente colocados dentro da cavidade uterina eles podem, muito raramente, migrar para uma das trompas levando a uma gravidez ectópica (fora do útero).
5. Um problema que pode ocorrer é a má resposta dos ovários aos medicamentos. É mais comum isto ocorrer em mulheres mais velhas. Na maior parte das vezes são realizados testes que permitem predizer a resposta dos ovários, mas, apesar de todas as medidas, os ovários podem não responderem e o tratamento ser abandonado.
6. Outra situação que pode ocorrer é uma resposta extremamente exagerada dos ovários, denominada de hiper-estímulo ovariano. Após a transferência dos embriões os ovários continuam a crescer, levando a dor e distensão abdominal, náusea, vômitos e desidratação. Isto ocorre em menos de 5% dos casos. Algumas pacientes necessitam de internação hospitalar para hidratação venosa.
7. Finalmente há o risco de gravidez múltipla. A chance de gravidez múltipla depende de vários fatores como a idade materna, a causa e a duração da infertilidade e, evidentemente, do número de embriões transferidos.