Inseminação Intrauterina

Inseminação Intrauterina

Consiste na colocação de espermatozoides adequadamente preparados dentro da cavidade uterina, utilizando-se de um pequeno cateter introduzido pelo colo do útero. Os espermatozoides podem ser obtidos do sêmen do próprio parceiro ou proveniente de amostras congeladas de doadores.
A inseminação intrauterina ou artificial é realizada quando não se consegue a gravidez de forma espontânea em situações como esperma levemente comprometido, muco cervical hostil a penetração dos espermatozoides e lesões do colo uterino.
A ovulação é estimulada pela injeção de hormônios específicos para os ovários chamados de gonadotrofinas. As aplicações são diárias e duram em média dez dias. Durante este período de estimulação o crescimento do óvulo é monitorado pelo ultrassom realizado a cada dois ou três dias. Quando o diâmetro ideal de 18 mm é atingido, é desencadeada a ovulação com um hormônio chamado HCG ou LH.
Após trinta e seis horas é realizada a inseminação e os espermatozoides seguirão seu caminho natural até a trompa, onde ocorrerá a fecundação.
As taxas de gravidez oscilam entre 15 e 20% por tentativo, recomendando-se no máximo três repetições. Em caso de insucesso o ideal é planejar intervenções de maior complexidade como a fertilização in vitro clássica ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).